Portal de Estudos Maçônicos, entrecolunas.com, Conhecimento, Simbolismo, Tradição Maçônica, featuring Eye of Providence symbol.

Por que Tantos Símbolos…

Quando iniciamos na Maçonaria ou mesmo aqueles que leem e te curiosidade a repeito da ordem, logo percebem a existência de dezenas e por que não dizer centenas de símbolos, a pergunta que nos fazemos é:

“Por que a Maçonaria utiliza tantos símbolos?”

E talvez a verdadeira pergunta seja outra:

Como ensinar verdades profundas para homens tão diferentes…
sem limitar o conhecimento apenas às palavras?

Porque palavras envelhecem.
Idiomas mudam.
Civilizações desaparecem.

Mas os símbolos…
atravessam o tempo.

Um símbolo consegue sobreviver por séculos carregando exatamente a mesma essência.

E é justamente por isso que a Maçonaria é construída sobre linguagem simbólica.

Porque existem ensinamentos que não podem ser simplesmente explicados.

Precisam ser percebidos.

Sentidos.

Vividos.

A Maçonaria nunca teve a intenção de entregar respostas prontas.

Ela prefere provocar perguntas.

E o símbolo tem esse poder.

Ele inquieta o homem.

Faz com que cada Irmão olhe para dentro de si mesmo.

Porque o verdadeiro Templo que a Maçonaria tenta construir…
não é feito de pedras.

É feito de consciência.

E talvez seja exatamente aí que muitos se confundem.

Quem olha a Maçonaria superficialmente enxerga apenas objetos decorativos.

Mas quem mergulha em seus ensinamentos percebe que nada está ali por acaso.

O esquadro não é apenas uma ferramenta.

Ele questiona a retidão das nossas atitudes.

O compasso não representa apenas medida.

Ele fala sobre limites, equilíbrio e domínio sobre os próprios impulsos.

A pedra bruta não é apenas uma alegoria.

Ela representa o próprio homem em seu estado imperfeito.

E talvez o mais fascinante seja perceber que o símbolo nunca termina de revelar seu significado.

Um mesmo símbolo acompanha um Maçom durante décadas…
e continua ensinando.

Porque conforme o homem amadurece, o símbolo também se transforma diante dele.

Na verdade, o símbolo permanece o mesmo.

Quem muda…
é o observador.

E isso é profundamente filosófico.

Porque mostra que o conhecimento verdadeiro não está apenas no objeto observado.

Está na capacidade do homem de compreendê-lo.

Vivemos em uma sociedade que desaprendeu a contemplar.

Tudo precisa ser rápido.
Instantâneo.
Superficial.

A Maçonaria segue na contramão disso tudo.

Ela ensina o homem a desacelerar.

A observar.

A refletir.

A enxergar camadas invisíveis por trás das coisas aparentemente simples.

E talvez seja exatamente por isso que tantas pessoas jamais compreenderão a Maçonaria olhando apenas de fora.

Porque seus maiores ensinamentos não estão escritos nas paredes do Templo.

Estão escondidos nas interpretações silenciosas que cada símbolo desperta dentro de cada Irmão.

A linguagem simbólica obriga o homem a participar do próprio aprendizado.

Ela não alimenta a mente de maneira passiva.

Ela desperta consciência.

E consciência exige esforço.

Talvez por isso a Maçonaria utilize tantos símbolos.

Porque ela compreendeu algo que o mundo moderno esqueceu:

O homem não se transforma apenas através da informação.

O homem se transforma através da reflexão.

E cada símbolo maçônico é exatamente isso…

Uma chave silenciosa tentando abrir portas que existem dentro do próprio ser humano.